segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Explicando com carinho que é mais gostoso.





Devassos seguidores e olheiros de plantão.
Estamos em falta com vocês, paramos as postagens, mas acreditem, é por uma boa, safada e nobre causa.rs
O processo de ensaio ta uma loucura, estamos em total clausura, nos preparando para trazer o melhor para vocês.
Por isso, paciência e fé. Em breve notícias mais que quentes.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

algumas posições devassas:

                                   

                                                                   

criação de paradoxos:

- onde há devassidão nestas imagens?









- imagens usadas no processo de criação de ações e estados para as personas.

a provocação como base:

Minha relação com “Devassas” começou muito antes de me tornar o diretor do espetáculo; e o que mais me atraiu ao processo foi exatamente ver de perto Ivana se desafiando enquanto artista. Assumi meu lugar como o observador privilegiado nesta travessia; jogando como um provocador cênico, criando aberturas de espaços e instabilidades criativas. Tudo em função do que o próprio processo foi nos revelando. Não sabia ao certo onde a gente poderia chegar, e nem tinha nada pronto ou pré-concebido. Cheguei para olhar e provocar. E este olhar ao qual me refiro é um olhar que deve ultrapassar os limites do visível, e ser capaz de ver mesmo o que o corpo em ação ainda quer esconder. Volto a dizer: é o olhar das dúvidas e inquietações; é um olhar que escava e desafia. No texto de Ivana fui me seduzindo pelo paradoxo entre o assunto tratado e a abordagem que é feita sobre ele. O assunto é absolutamente feminino (e por isso mesmo tão atraente para os homens), mas a abordagem é um tanto quanto masculina, por vezes até fria, racional demais, assumindo a necessidade implícita de certo didatismo quando estamos falando sobre sexualidade e prazer. Em cena tratamos este paradoxo ora destacando ora diluindo sua existência. Algo entre um bom papo de amigas e uma aula-desabafo-alerta. Tomamos este paradoxo como base para compor as ações, as imagens e o comportamento de cada 'persona devassa' apresentada pelo texto. Como num jogo no qual ninguém disputa nada e o que importa é o próprio prazer de jogar. Ou, como quando estamos despidos junto a outro corpo e ambos querem a felicidade e o gozo.

Flávio Rabelo.


(trecho do texto para o  material gráfico)

quem se arrisca a imaginar o tipo de conversa que tava rolando??



** fotos tiradas pela querida assistente de direção, iluminadora e operadora de som FÁTIMA FARIAS. ensaio do dia 2 de outubro de 2010.